sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fisioterapia do Trabalho - Um novo conceito de administração inteligente - Parte 1

         O mundo mudou e progrediu, vieram a tecnologia e máquinas altamente sofisticadas.
    Conforme chega a tecnologia, a competitividade cresce e faz com que doenças e disfunções relacionadas ao trabalho apareçam de uma forma que prejudica a produtividade das empresas. Por toda essa competitividade, as empresas têm que se tornar modernas, e a qualidade de vida de seus colaboradores se torna imprescindível, pois a administração inteligente com promoção de saúde para esses colaboradores faz parte desse processo de modernização inteligente.
       Dados do Ministério da Previdência indicam que o país arrecada em torno de R$ 1,9 bilhão com seguros de acidentes de trabalho, o que representa menos de 10% dos gastos com o atendimento ao acidentado, salários por dias não trabalhados, aposentadoria por invalidez e pensões.
        O país e as próprias empresas gastam R$ 23 bilhões por ano para cobrir acidentes e doenças profissionais, o que representa 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
No Brasil, segundo levantamento da escola politécnica da USP, há exemplos de empresas que possuem 15% do seu efetivo afastado por DORTs (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), e 70% sintomáticos com queixas em membros superiores, e irritação e cansaço nos olhos.
       Segundo pesquisas americanas, cada dólar investido em programas de prevenção laboral, é revertido em 3 dólares adicionais ao lucro da empresa.
        No Brasil, dos afastamentos de postos de trabalho por doenças ocasionadas por atividades de trabalho diárias, 50% foram ocasionados por DORTs. Os outros 50% estão divididos entre problemas respiratórios, alérgicos e contusões em geral.
           Devido a estes fatos relatados acima, se faz extremamente necessário o desenvolvimento de estratégias que visem a profilaxia: ou para ficar mais fácil vamos falar prevenção. E o fisioterapeuta é profissional extremamente gabaritado para executar ações que visem prevenir as DORTs. 
          A inserção do Fisioterapeuta nas empresas e ambiente de trabalho, não tem somente o objetivo de promover ginástica laboral, ou cinesioterapia laboral, mas sim traçar um diagnóstico funcional ergonômico dos colaboradores, e assim promover adequações nos postos de trabalho, encaminhar para tratamento os colaboradores que já apresentarem distúrbio cinético funcional, e após, iniciar os procedimentos de ginástica laboral. Desta forma, gera-se uma eficiência maior e consequentemente sucesso, com uma maior adesão dos colabores.
      Na próxima postagem falarei mais a respeito desta área chamada Fisioterapia do Trabalho.

Abraços fraternos

Felipe Santa Rita.:
Fisioterapeuta
CREFITO 30908-F

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Honorários pagos aos fisioterapeutas pelos planos de saúde - Uma afronta ao tratamento de qualidade

    
    Caros amigos depois da postagem anterior não poderia deixar de explanar mais um pouco a vocês sobre a relação das operadoras de planos de saúde com os fisioterapeutas.
  Como vocês puderam ter idéia já se tornou insustentável prestar assistência fisioterapêutica aos clientes possuidores de planos de saúde. Os valores repassados na maioria das vezes não tem reajuste a cerca de 19 anos, e posso dizer que isso é uma afronta a você que com tanta dificuldade  paga mensalmente o seu plano de saúde.
    Quando alguém contrata um plano desses, o faz em busca de qualidade e resolutividade no atendimento, já que não encontra isso no serviço público. Porém está impossível para o fisioterapeuta manter essa tão almejada qualidade e resolutividade, já que para manter as contas em dia, o profissional precisa atender muitas vezes vários pacientes por vez. E o pior como vai se qualificar? Recebendo essa miséria, certamente não tem como.
Citando um caso dentro da nossa própria cidade Teresópolis, a Unimed Serra dos Órgãos é um planos que pior pagam ao fisioterapeuta no Brasil, são míseros R$ 3,80 (descontando os impostos), podendo chegar ao máximo R$ 10,00 (mas para receber R$ 10,00 é difícil), fora o que glossado (não é pago).
    E você usuário não tem culpa nenhuma, a culpa é das operadoras de planos de saúde, que só aumentam a sua mensalidade e não repassa isso aos profissionais. 
    Caso seja necessário um atendimento mais individualizado (o que deveria ser regra), através de técnicas modernas da Fisioterapia, você certamente terá que pagar isso do seu próprio bolso; quem precisou ser submetida a técnica de RPG - Reeducação Postural Global, sabe bem o que estou falando. 
    Como toda ciência, a Fisioterapia evoluiu no decorrer do tempo, novas técnicas, mais modernas, mais resolutivas; e o usuário de planos de saúde com certeza não tem acesso a esses tipos de tratamento; pois para que o fisioterapeuta utilize esse arsenal se faz necessário individualidade e dedicação ao tratamento, e recebendo R$ 3,80 é impossível.

    O COFFITO - Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional editou em 2009 a 2ª edição do RNHF - Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos, onde instituiu valores corretos e justos para pagamento de honorários fisioterapêuticos, nele estão contemplados essas tais técnicas mais modernas, e você usuário pode e deve ser nosso parceiro nessa empreitada por justa remuneração, que culminará em Fisioterapia de Qualidade. Segue abaixo o link do RNHF.



Abraços fraternos

Felipe Santa Rita .:
Fisioterapeuta
CREFITO 30908-F

Congresso Sul Americano de Fisioterapia em Búzios - Junho de 2011

Congresso Sul Americano de Fisioterapia em Búzios - Junho de 2011
Dr.Felipe Santa Rita em mesa redonda do Congresso - o tema da mesa foi " O Fisioterapeuta nas Olimpíadas - Verdades e Mitos"