quinta-feira, 25 de agosto de 2011


Fisioterapeutas suspendem atendimento em protesto contra planos de saúde 

Profissionais da área de reabilitação seguem exemplo de médicos conveniados aos planos e interrompem atividade. Protesto contra a baixa remuneração deixa 3,5 mil sem atendimento


Publicação: 23/08/2011 06:00 Atualização: 23/08/2011 09:35

João Batista de Castro sofre de dores na coluna: além de encontrar barreiras ao tratamento, ontem ele foi surpreendido com a faixa que informava sobre o movimento (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
João Batista de Castro sofre de dores na coluna: além de encontrar barreiras ao tratamento, ontem ele foi surpreendido com a faixa que informava sobre o movimento
A Paralisação do atendimento médico aos planos de saúde realizada pelos médicos em abril agora se repete com os profissionais da reabilitação. Cerca de 3,5 mil usuários de planos de saúde não conseguiram atendimento nessa segunda-feira em clínicas de Belo Horizonte e nesta terça-feira , mais uma vez, os estabelecimentos estarão fechados para os convênios médicos. O protesto faz parte de um movimento dos fisioterapeutas contra os valores pagos pelos planos e esquenta a tensão na saúde suplementar. Os usuários dos serviços acabam se tornando alvo e são os que mais sofrem com o problema.

Segundo o Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito-MG) o valor da consulta, que varia de R$ 4,20 a R$ 12, não tem sido suficiente para cobrir os custos. “Tentamos negociar com os planos o valor mínimo de R$ 19 pela sessão, mas não tivemos retorno. Atualmente, retirados os custos, sobra, em média, R$ 0,80 para o profissional. É impossível trabalhar com esses valores”, aponta Bruno Fukino, presidente do sindicato. Nessa segunda-feira, cerca de 25 clínicas de Belo Horizonte fecharam as portas. Segundo empresários do setor, o prejuízo médio é de R$ 15 mil ao dia.

O dano aos pacientes não foi maior porque as clínicas fizeram um aviso prévio. Ainda assim, houve caso de usuário de plano que optou pelo atendimento particular. Mais de 90% dos pacientes atendidos pela fisioterapia são usuários de planos de saúde e a lista de queixas dos usuários do serviço é enorme.

A psicóloga Nelita Freitas é usuária de plano de saúde e conseguiu atendimento em pleno dia de protesto porque banca o tratamento preventivo com recursos próprios. Nelita conta que tinha restrições ao uso de corticóides e só curou uma inflamação depois de fazer 40 sessões de fisioterapia. Para não sofrer recaídas e manter a saúde, ela faz um trabalho de manutenção. Paga R$ 220 por mês, por duas sessões. “Acho que os planos deveriam investir também na prevenção. Se eu não fizesse o reforço muscular, poderia sofrer novamente com o problema que já consegui superar.”

Apesar de entidades de defesa do consumidor apontarem a necessidade de haver uma mediação dos conflitos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não interfere na relação entre os prestadores de serviços e as operadoras. A ANS informa, no entanto, que não pode haver prejuízos aos usuários. “A operadora deve garantir o atendimento. Se isso não acontecer, o usuário pode entrar em contato com o disque ANS e fazer uma denúncia”, reforça a agência, por meio de sua assessoria.

A fisioterapia está incluída no rol de procedimentos obrigatórios, mas o atendimento hoje se tornou um desafio. Segundo Isidro Alvarez, que administra quatro unidades da Clínica Fisior em Belo Horizonte, são cerca de 200 pacientes por dia sem atendimento. Ele aponta que não são poucos os negócios que já fecharam as portas ou mudaram o ramo de atividade. O Sinfito também informa que as operadoras dificultam o atendimento aos usuários, não investem no tratamento preventivo, o que pode agravar o quadro dos pacientes e tornar o serviço ainda mais caro.


Com dores
Nelita Freitas prefere bancar tratamento: gastos de R$ 220  (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Nelita Freitas prefere bancar tratamento: gastos de R$ 220
Esta é também a reclamação do aposentado João Batista de Castro. Ele sente dores na coluna e precisa começar a fisioterapia. Como não sabia da paralisação, foi surpreendido pela faixa informando o protesto na porta de uma clínica. “Tive um imprevisto e atrasei para começar o tratamento. Avisei ao plano de saúde e mesmo assim eles interromperam minha autorização com alegação de que demorei sete dias corridos para iniciar as sessões.” O aposentado agora terá que começar novamente do zero e marcar um médico para autorizá-lo ao tratamento. “Preciso da fisioterapia e não sei quantos dias vou demorar para conseguir nova autorização.”

Há 25 anos no mercado, Eloísa Miranda é fisioterapeuta e dona do Instituto de Ortopedia e Fisioterapia (IOF), que funciona no Centro de BH. Segundo ela, cerca de 160 pacientes deixaram de ser atendidos por causa da paralisação. “Tentamos vários contatos com os planos, mas não tivemos retorno. Ao longo de 20 anos tivemos reajustes de alguns centavos, o que levou a situação a um limite.”

Procurada pela reportagem, a Unimed-BH informou que mantém uma política de remuneração diferenciada para os serviços de reabilitação frente ao mercado local. A cooperativa destacou que segue rigorosamente os contratos firmados. Ressaltou, ainda, que seus clientes podem procurar a operadora para esclarecer dúvidas, mas não comentou sobre seus usuários que nessa segunda-feira voltaram para casa sem atendimento. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) informou que não faz parte de suas atribuições discutir remuneração a prestadores de serviços. Já a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), colocou que vem participando ativamente dos fóruns de debates sobre remuneração médica, liderados pela ANS, e também das câmaras técnicas da Associação Médica Brasileira (AMB).

Daqui para o futuro
Um novo modelo

Amanhã fisioterapeutas de Minas vão se reunir para votar o que chamam de fim do tratamento parcial aos usuários de planos de saúde. Segundo Isidro Alvarez, administrador em Belo Horizonte de quatro clínicas especializadas, a decisão vai marcar um novo modelo no atendimento da reabilitação. Segundo ele, hoje os convênios pagam para que o paciente trate uma parte do corpo. Por exemplo um ombro. No entanto, os fisioterapeutas defendem a reabilitação global. “O que significa por exemplo, o reforço do outro ombro que será sobrecarregado no processo de tratamento. Não vamos mais aceitar a segmentação autorizada pelos planos.”

SAIBA MAIS
A mesma Justificativa

Em abril médicos promoveram um dia de protestos contra o valor pago pelas consultas médicas. Reclamaram também da interferência dos planos na conduta médica, como a limitação no pedido de exames. O ministério da Justiça impediu os médicos de coordenar movimentos como o ocorrido em abril. Em maio, fisioterapeutas de Minas distribuíram carta aberta à população. No texto denunciaram o pagamento de R$ 4,20 por sessão de 50 minutos. Nessa segunda-feira clínicas especializadas interromperam atendimento aos convênios. Nesta terça-feira, o atendimento será novamente suspenso. Fisioterapeutas prometem promover protesto às 11h na Praça da Liberdade.



Site de compra coletiva é proibido de vender drenagem linfática

24/08/2011 - 15h13


FELIPE VANINI BRUNING
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    A venda de pacotes de serviços de fisioterapia e terapia ocupacional por meio de sites de compra coletiva foi proibida, de acordo com uma resolução do Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) publicada nesta quarta-feira no "Diário Oficial da União".
   Entre os tipos mais comuns de tratamentos oferecidos pelos sites, estão a drenagem linfática, radiofrequência e aplicação de Manthus.
      Segundo Roberto Cepeda, presidente do Coffito, a comercialização desses pacotes sem diagnóstico pode pôr em risco a saúde dos pacientes.
      "O profissional tem de fazer uma primeira avaliação e só depois indicar um procedimento. Com a venda pelos sites, isso é ignorado", afirmou.
    A fiscalização será realizada pelos conselhos regionais de fisioterapia e terapia ocupacional e por meio de denúncias. A punição para quem desrespeitar a resolução vai de advertência até a suspensão do exercício profissional.
   O presidente do Coffito afirmou que não houve nenhum caso de morte ou problema de saúde grave por conta da venda indiscriminada desses serviços, mas que a ideia é "trabalhar preventivamente".
    Os sites de compra coletiva também oferecem serviços odontológicos.
    A Folha procurou o Peixe Urbano e o Groupon, dois dos maiores sites de compra coletiva do país, que já venderam esses serviços, mas ainda não obteve resposta.
 
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Será que a cefaléia sempre tem origem na cabeça?

Caros amigos
   Hoje vamos falar da Cefaléia, também conhecida como dor de cabeça. Conforme no título da postagem, será que a cefaléia sempre tem origem na cabeça?
    Posso dizer com certeza que não. 
    Existe um tipo de cefaléia chamada cervicogênica, que nada mais é que a dor de cabeça com origem na coluna cervical. Hoje em dia este tipo de cefaleia está aparecendo com muito mais frequência, principalmente devido as atribulações do mundo moderno que nos obrigam a utilizar cada vez mais o computador. Acredita-se que cerca de 15% das cefaléias tem origem na coluna cervical.
    Ela está normalmente associada a disfunções posturais com origem na coluna cervical. A cefaléia cervicogênica pode se irradiar para toda a cabeça, além dos ombros e membros superiores. Pode ainda gerar distúrbios do equilíbrio, devido a passagem da artéria vertebral pela região lateral das vértebras cervicais. Ela está associada a anormalidades dos movimentos em segmentos intervertebrais cervicais. A alteração pode estar localizada nas articulações ou ligamentos da coluna. O movimento anormal se manifesta durante o exame passivo ou ativo.
    A dor se apresenta normalmente de maneira unilateral, e na região frontal, acima dos olhos, o que faz com que seja confundida com uma sinusite. Além de dor causada pela contratura muscular dos trapézios. Aos movimentos da cabeça a dor se acentua, por isso os travesseiros inapropriados contribuem para a piora da dor.
  Como tratamento, além do medicamentoso, se faz extremamente necessário o reposicionamento das vértebras, correção da postura e relaxamento muscular, através de técnicas fisioterapêuticas como a Terapia Manual, RPG, Massoterapia, entre outros.





Abraços fraternos 

Felipe Santa Rita.:
Fisioterapeuta
CREFITO 30908-F


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pilates para Crianças

Caros amigos
Aproveitando a volta recente das crianças após as férias escolares, hoje na nossa postagem vamos falar sobre o Pilates para as Crianças. 
Nas nossas andanças pela grande rede, e também nas leituras das revistas especializadas tive a oportunidade de ler um artigo sobre tal tema na Revista Guia de Pilates, escrita pela Dra. Fernanda Muller, fisioterapeuta formada pela Universidade Paulista, e é esse artigo que transcrevo abaixo na íntegra para vocês.


Pilates para Crianças

    Jogos de bola, queimada, taco, subir em árvores, amarelinha, bambolê, e carrinho de rolimã são brincadeiras de antigamente.
    Com a vida moderna, as crianças perderam qualidade de vida, liberdade, atividade, e isso está levando a problemas posturais cada vez mais cedo. Hoje, faz parte da rotina destas crianças horas em frente ao computador e à televisão e ao videogame, inúmeras atividades extracurriculares, além da escola - onde se carrega considerável peso nas mochilas e se senta em cadeiras nem sempre ergonomicamente ideais. A realidade é que resta cada vez menos tempo para as crianças serem crianças.
     É nesse contexto que o Pilates tem muito a contribuir. A atividade promove o ganho de força muscular, alongamento, alinhamento, correção e percepção postural, e coordenação motora. Além destes benefícios, as crianças entram em contato com disciplina e concentração e têm a chance de extravasar toda essa energia contida.
    O método muitas vezes evita futuros problemas, principalmente posturais, e também corrige aqueles já existentes.
    As aulas são elaboradas especialmente para os pequenos, de forma lúdica e dinâmica, parecendo uma verdadeira brincadeira, com exercícios de equilíbrio, acessórios variados como bolas, disco de rotação, rolos e posturas que se assemelham às dos amimais, além dos próprios aparelhos que conferem centenas de possibilidades.
    O Pilates infantil é indicado a partir dos sete anos de idade, sendo gradativamente aumentada a capacidade de concentração e a realização dos exercícios. Os resultados são sentidos rapidamente; afinal a velocidade de resposta da criança é muito maior do que a de um adulto.
    A peridiocidade deve ser definida pelo professor/fisioterapeuta diante da avaliação do seu aluno/paciente. É importante ressaltar que frente a qualquer alteração postural ou sintomatologia, o trabalho deve ser feito por um fisioterapeuta capacitado no método. 
    Quanto a segurança do Pilates, os pais podem ficar despreocupados, essa é uma atividade que respeita o desenvolvimento natural do corpo sem sobrecarregar as articulações ou oferecer riscos de lesões, tão comuns nos esportes, e visa à progressão do ritmo individual do aluno.
     Agora, se o seu filho já pratica algum esporte, o Pilates também pode contribuir, sendo um complemento a essa atividade, fortalecendo a musculatura envolvida e evitando futuras dores ou lesões. 
    O Pilates está em plena ascensão, porém há muito ainda a se explorar. O trabalho com crianças, além de ser excelente método de correção postural, é um ótimo antídoto contra os malefícios da vida moderna.

Fonte da matéria: Revista Guia de Pilates, ano 2, nº 2, pág. 47


Abraços fraternos 


Felipe Santa Rita.:
Fisioterapeuta
CREFITO 30908-F



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nota de esclarecimento - Quiropraxia


Alerta a População Brasileira!
O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) comunica a população brasileira que, a profissão de Quiropraxia não se encontra regulamentada em nosso País como profissão de nível superior da área da Saúde.
O exercício profissional da Quiropraxia por indivíduos que realizaram cursos de graduação em Quiropraxia é considerado no mundo jurídico, como exercício ilegal da profissão de fisioterapia, tendo em vista tratar-se de prática própria do profissional FISIOTERAPEUTA segundo dispõe o Decreto-Lei 938/69, além de que a sua entidade maior de representação (COFFITO) a reconhece, inclusive, como área de atuação do Fisioterapeuta e como especialidade profissional.
Afirmamos ainda, nossa posição contrária a oferta de cursos de graduação em Quiropraxia e sugerimos a imprensa em geral, que quando necessário, consultem as sociedades científicas e ou entidades de classe, para que as mesmas indiquem profissionais devidamente habilitados para participarem de programas de entrevista, de educação em saúde ou de interesse público, no intuito de evitar distorções da realidade.



  

Congresso Sul Americano de Fisioterapia em Búzios - Junho de 2011

Congresso Sul Americano de Fisioterapia em Búzios - Junho de 2011
Dr.Felipe Santa Rita em mesa redonda do Congresso - o tema da mesa foi " O Fisioterapeuta nas Olimpíadas - Verdades e Mitos"